LENDAS DO CASTELO DE PENEDONO:

Este castelo também chamado de Castelo do Magriço situa-se na Beira Alta, no concelho de Penedono, distrito de Viseu.
Esta fortificação tanto foi usada como defesa e residência senhorial.

O primeiro documento conhecido onde aparece o topónimo Penna de Dono data do ano 960. Este topónimo quererá dizer “Penha” ou “Castelo de Dono”, sendo Dono um nome próprio.

Nos finais do séc.XII a vila de Penna de Dono pertencia à coroa dos reis de Portugal.

Em 1195, D. Sancho I outorgou-lhe foral e em Outubro de 1217 foi confirmado novo foral por D. Afonso II. A 27 de Novembro de 1512 foi outorgado o último foral de Penna de Dono, por D. Manuel I.
O Castelo de Penedono, monumento de singular beleza,  situa-se num afloramento rochoso e pertenceu a Álvaro Gonçalves Coutinho, o “Grão-Magriço” dos “Doze de Inglaterra”. É uma alcáçova de planta triangular, com a porta flanqueada por dois elegantes torreões encimados por pequenas varandas sustentadas por mísulas e coroadas de ameias prismáticas, sendo provavelmente o resultado das intervenções quinhentistas no primitivo castelo medieval.

Embora não haja muito a ver no interior deste pequeno castelo, além da magnífica paisagem vista do alto dos seus muros, caso o mesmo se encontre fechado, a chave encontra-se na pequena loja vizinha ao pelourinho da vila.

 

Castelo de PenedonoA Lenda da Fraga do Castelo de Penedono

Do lado Nordeste do Castelo existe um rochedo com o formato de escorrega, de cor avermelhada. Diz-se que, neste rochedo, nunca cresceu musgo ou qualquer outra forma de vida como acontece nos restantes rochedos à volta do castelo pois reza a lenda que por aqui correram rios de sangue derramado pelos mouros quando estes foram derrotados e atirados do alto do castelo indo embater neste rochedo, em particular.

Existe também outra versão que conta ter existido um certo cavaleiro, deveras apaixonado e que, para conseguir conquistar a sua amada, andaria por cima das ameias.

Certo dia, o cavaleiro e o cavalo perdem o equilíbrio e caem em cima de um rochedo, ficando este pintado de vermelho com o seu sangue. Depois da trágica história deste cavaleiro nenhum organismo vivo se atreveu a ocupar tamanho símbolo de dedicação e amor.

A Lenda das Duas Pedras do Castelo

Do lado direito da fachada do castelo pode-se distinguir, com facilidade, duas pedrinhas brancas que se encontram relativamente próximas.

Diz-se que estas pedras são as tampas de duas caixas misteriosas, que foram aí deixadas por uma moura muito rica. Esta moura ali viveu e ali escondeu a sua fortuna para que ninguém a roubasse, tendo colocado numa caixa todos os seus tesouros e na outra, uma perigosa mensagem que causaria a morte imediata e outros grandes males a quem ousasse tocar-lhe. Como ninguém sabe em qual das caixas se encontra o tesouro, nunca ninguém até hoje, ousou removê-las com o receio de se enganar e abrir a caixa da maldição condenando toda a população de Penedono.

Um pensamento sobre “

  1. adoro a história apetece com a crise abrir a caixa mas com esta maldição mais vale não arriscar e jogar pelo seguro

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