História do Mel

HISTÓRIA DO MEL: 

O mel é um alimento totalmente natural produzido por abelhas a partir do néctar recolhido das flores e processado pelas enzimas digestivas destes insectos. Estas armazenam-no em favos, nas suas colmeias, para servir-lhes de alimento.

O néctar é constituído por água, açúcar e outras substâncias como: vitaminas, minerais, aminoácidos, enzimas, óleos aromáticos, ácidos orgânicos, etc.

Abelhas PólenAs abelhas colectoras trazem o néctar para a colmeia. As mais jovens sugam o néctar até ao seu sistema digestivo onde o misturam com outras substâncias, transformando-o e depois depositam o produto nos alvéolos da colmeia para este amadurecer. Enquanto que as abelhas caseiras cuidam e avaliam a humidade e teor de açúcar. Quando já está pronto é colocado nos alvéolos sendo vigiado por outras abelhas que têm o trabalho de observar se tudo está a correr bem. Estas vão abanando as asas para manter a temperatura local e secar o excesso de água. Por fim, se tudo estiver correto, os alvéolos são cobertos com uma fina camada de cera.

Existe vários tipos de mel, com diferentes características como o sabor, a cor, a viscosidade, etc. O que faz Favos de Melalterar estes factores não são as abelhas, mas sim o seu alimento – o tipo de flor, derivada a condições climáticas, zonas geográficas, etc. Estes são os factores que fazem alterar a composição do mel.

Por dia, uma abelha passa por mais de 50 mil flores e faz 13 a 17 viagens destas até à colmeia.

 

Um pouco de história sobre as abelhas e o mel:

Já está científicamente comprovado que antes da humanidade existir, as abelhas já habitavam o nosso planeta. Diz-se que estas surgiram quando já havia razão e meios para existir.

Através de provas arqueológicas (abelhas envolvidas em pedaços de âmbar transparente) foi comprovado que as abelhas já existiam e eram idênticas às actuais.

SumériosDos pouco textos sumérios que “sobreviverão” até aos dias de hoje existem duas passagens que falam de mel. Três mil anos depois, esta região seria conhecida por Babilónia. Os habitantes desta terra já usavam o mel para fins medicinais. Para estes povos a importância do mel era tão relevante que mais tarde, quando os hititas invadiram a Babilónia mencionaram-no no seu código hitita havendo referências e uma legislação relativa ao mel e às abelhas.

No antigo Egipto o mel foi muito usado, principalmente por sacerdotes, em rituais, cerimónias e para alimentar animais sagrados. Também há referência, em textos egípcios, que falam de uma apicultura migratória o leva a crer que já naquela época era usado algum tipo de colmeia móvel.

Na Bíblia, no Antigo Testamento, há informação suficiente para concluir que na Terra Prometida dos hebreus, o mel era bastante usado pois dizia-se que esta era “regada por leite e mel”. Existem inclusivamente variadas passagens bíblicas onde o mel é citado, por exemplo: “Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais do que o mel à minha boca” (salmo 119:103)

Odisséia de HomeroO poeta Homero refere, na sua consagrada Odisséia, uma mistura de mel e leite de nome “melikraton”, sendo esta considerada uma bebida excelente. Também é mencionado que a deusa Afrodite alimentava as filhas órfãs de Píndaro com queijo, mel e vinho. Estes mesmos alimentos eram usados pela feiticeira Circe que encantou os companheiros de Ulisses.
No período que antecedeu Aristóteles a arte da apicultura já estava, em grande parte, sistematizada. O grande legislador ateniense Sólon dedicou vários artigos na lei em vigor que proibia a instalação de um apiário a uma distância menor que 300 pés (90 metros) de um apiário já existente.
Depois de tantas e variadas referências ao mel, Aristóteles foi o primeiro a fazer estudos científicos sobre Aristótelesas abelhas tendo usado uma colmeia artificial feita com ramos de árvores entrelaçados com um misto de estrume de vaca e barro. Nos tempos de hoje esta colmeia ainda é utilizada em certas regiões da Macedónia e é chamada de “anastomo” ou “cofini”.
Os primeiros favos móveis foram feitos a partir de cestas cilíndricas que eram usadas como colmeias. Estas possuíam, na parte superior, buracos por onde entravam as abelhas e onde eram colocados 8 a 12 ripas de madeira paralelas. Ao longo da parte inferior destas ripas derramava-se cera derretida, bem no meio, e ao longo de seu comprimento. E era a partir deste fio de cera que as abelhas iniciavam a construção de favos paralelos que chegavam ao fundo da cesta. 
Com estes favos móveis, Aristóteles fez observações valiosas sobre o comportamento das abelhas. Muitas dessas observações foram utilizadas até à descoberta do microscópio.

 

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